29/8/10
Comentarios às objeções de Still e do Mercury
Estudo do livro Em Defesa da Astrologia de John West – Cap 2º Objeções à Astrologia A) Testemunhas de acusação – A rainha da mistificação- Comentários
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A crença na astrologia é perdoável; é a filosofia do homem indolente. A vantagem da crença nos absurdos astrológicos é que os atos da pessoa são predeterminados pelos movimentos e ‘influências’ do Sol, Lua e estrelas (…) Obviamente, se podemos nos convencer de que não somos responsáveis por nossas ações, nossa moralidade se deteriora e paramos de nos preocupar. A astrologia é uma filosofia reconfortante, adaptada às necessidades dos idiotas c dos medrosos.
Alfred Still, Borderlands of science (Fronteiras da ciência), Rider, 1964.
Em sua versão ampla, infundada c irrefutável, mal-articulada, a astrologia é o ópio cm potencial dos scmi-intelectuais.
Mercury, Jornal da Sociedade Astronômica do Pacífico, vol. X, na 1, janciro/fcvcrciro de 1981.
Alfred Still e os editores do Mercury acham que a astrologia é uma filosofia adequada para os "idiotas e medrosos", é um "ópio em potencial dos semi-intelectuais". Como esses medrosos semi-intelectuais incluem necessariamente Platão, PIotino, Kepler, Goethe e Jung, citando apenas alguns, isso nos faz pensar em credenciais filosóficas do sr. Still e nas realizações literárias dos editores do Mercury. A visão do sr. Still é particularmente instrutiva. Ele acha que a crença na astrologia traz a deteriorização da moral e que "paramos de nos preocupar", o que parece sugerir que a preocupação e a elevada moralidade devem necessariamente andar de mãos dadas.
De toda essa considerável verborragia, só o geneticista, Haldane, e o especialista em jogos matemáticos, Gardner, apesar de numerosas imprecisões, apresentam algumas objeções autênticas. As descobertas dos novos planetas foram e são um problema, mas dificilmente seriam os "golpes demolidores" que se afirma.
Tanto Haldane como Gardner detectam um dos maiores entraves da astrologia — a relação entre destino individual e eventos cm ampla escala (…) milhões de pessoas mortas numa guerra ou milhares num terremoto.
Contudo, essa objeção é apresentada como se nunca, no curso da milenar história da astrologia, os astrólogos tivessem se preocupado com ela por conta própria.
Na verdade, Ptolomeu dedicou um bom tempo justamente a este problema. Ele afirmou — os astrólogos modernos concordariam — que o destino do indivíduo está subordinado ao destino do estado, da nação, da classe ou da região geográfica a que pertence. Determinar com precisão o ‘horóscopo’ de uma raça, estado ou região geográfica é outra história. Talvez não possamos fazê-lo. Mas isso não invalida o princípio astrológico de correspondência terrestre/celeste. O significado é que profecias astrológicas não são totalmente confiáveis. Poucos astrólogos sustentariam o contrário, embora poucos estariam dispostos a dispensá-las.
Sonia Beth – Astrologia
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