9/8/10
E REAPARECE O ADIVINHO DA ESQUINA…2
Continuação do estudo do livro Em Defesa da Astrologia de John West - Cap. I Origens , Parte B - A prostituta da Babilônia – A Bela Adormecida desperta :
Conheça o livro, clicando aqui http://ecologiadoser.blog.terra.com.br/2010/03/29/estudo-do-livro-em-dedesa-da-astrologia/
Continuação de : http://ecologiadoser.blog.terra.com.br/2010/08/06/e-reaparece-o-adivinho-da-esquina
Essa febre de interesse público fez muito pouco pela astrologia, em qualquer de seus níveis significativos. Contudo, provocou reações furiosas de racionalistas de todas as estirpes, desde pessoas com inclinação científica até — o que é interessante — cientistas eminentes..
Os astrólogos não conseguiam responder a essas acusações sem um ar histérico, mas, assim que a aura emocional se desfez, o problema se aclarou: os cientistas exigiam provas com base em termos científicos aceitáveis da validade da astrologia. Os astrólogos admitiam que não havia uma tal ‘prova’, mas isto não seria culpa da astrologia — se os cientistas queriam ‘provas’, que se dessem ao trabalho de testá-la, o que nunca fora feito, e, até que produzissem prova em contrário, reservassem suas opiniões para si mesmos.
Por volta da década de 30, a astrologia era, do ponto de vista científico, pelo menos concebível — tendo a teoria do quantum e da relatividade estraçalhado o universo simplista e meramente material de Newton e Laplace —, mas não havia cientistas dispostos a avaliar essa possibilidade diretamente, apesar de, ao final da década, já terem sido coligidos alguns fatos cientificamente comprovados que começavam a parecer quase astrológicos.
Naquela torre de marfim onde a comunidade acadêmica se refugia dos eventos do mundo real, a morte presumida da astrologia perdurava, sendo sempre causa de presunçosas comemorações. Revendo A history of western astrology (Uma história da astrologia ocidental), de autoria de S. J. Tester, um estudioso da Antiguidade clássica, de Bristol, Inglaterra, na edição de outubro de 1988 de Sky and telescope (Céu e telescópio), o astrônomo de Harvard Owen Gingerich escreveu:
Apesar da recente revoada de horóscopos nos altos escalões (referindo-se ao episódio com Reagan), a astrologia, como sistema sério para compreensão de impulsos humanos, está morta. Como a Britannica expõe tão bem: "Em suma, a astrologia praticada no Ocidente moderno, apesar do grande interesse sociológico e popular, é geralmente considerada como desprovida de valor intelectual". Tester conclui o artigo dizendo que não mataram a astrologia. Ela simplesmente morreu "como uma planta ou animal desamparado pela evolução".
A mera existência de milhares de astrólogos praticantes e de centenas de milhares, talvez até milhões de clientes, dá testemunho da arrogância típica desses pronunciamentos. Além disso, Owen Gingerich foi um dos 186 signatários do manifesto de 1975, "Objections to astrology", que abre com as frases: "Cientistas de várias áreas têm se preocupado com a crescente aceitação da astrologia em diversas partes do mundo (…) a aceitação da astrologia permeia a sociedade moderna. Ficamos especialmente abalados com a disseminação contínua e inconteste de mapas astrológicos, previsões c horóscopos pela mídia c por jornais, revistas e editores que são sob outros aspectos respeitáveis. Isso só vem a contribuir para o crescimento do irracionalismo c do obscurantismo".
Evidentemente, um astrônomo de Harvard não vê nada de errado em declarar que a astrologia está morta como sistema sério de compreensão dos impulsos humanos, por um lado, e, por outro, cm assinar uma declaração que expressa profunda preocupação com a aceitação crescente e mundial da astrologia. Contudo, certos obscurantistas irracionais podem perceber nisso um elemento de contradição pouco admissível, e talvez o júri também o faça.
Sonia Beth – Astrologia
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