28/7/10
A Astrologia do sec. XIX
Continuação do estudo do livro Em Defesa da Astrologia de John West - Cap. I Origens , Parte B - A prostituta da Babilônia – A Bela Adormecida desperta :
Conheça o livro, clicando aqui http://ecologiadoser.blog.terra.com.br/2010/03/29/estudo-do-livro-em-dedesa-da-astrologia/
Por dois séculos, a teoria newtoniana foi tão bem-sucedida na solução de problemas técnicos que foi crença geral que todos os problemas poderiam afinal ter uma explicação mecânica. Esta idéia foi contestada com veemência e eficácia por uma minoria de pensadores, dos quais talvez o mais brilhante tenha sido Goethe (1749-1832), cuja obra científica geralmente não é conhecida por aqueles que têm familiaridade com sua reputação literária (leia em The disinherited mind — A mente deserdada, de Erich Heller, um excelente relato desse aspecto da obra de Goethe). Apesar disso, a visão newtoniana prevaleceu até o século XX, quando a física mostrou que estava errada — do ponto de vista físico.
Seguros nessa cosmologia equivocada (cientistas ‘cometem equívocos’, os demais são ’supersticiosos’) e na filosofia que a acompanhava a astrologia já fora afastada das análises mais sérias muito antes da descoberta que realmente afetou tanto sua teoria como sua prática: a descoberta de Urano por Ilerschel em 1787.
De todos os exemplos setenarios fornecidos pela natureza, nenhum era mais convincente para o intelecto medieval do que os sete planetas. Apesar de o sistema copernicano ter deixado claro que o arranjo dos sete só era agradável ás idéias geocêntricas, eles eram, contudo, sete (não contando a Terra), e a própria astrologia permanecia auto-suficiente, sem necessidade de revisão. A descoberta de Urano — e depois de Netuno c Plutão — não invalidava o princípio das ‘influências’ celestes, mas deixava a questão aberta para discussões; tais questões estão em aberto até hoje.
Contrinua
Sonia Beth – Astrologia
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