16/7/10
Em desgraça - O declÃnio da Astrologia
Continuação do estudo do livro Em Defesa da Astrologia de John West - Cap. I Origens , Parte B - A prostituta da Babilônia – A filha tola
Conheça o livro, clicando aqui http://ecologiadoser.blog.terra.com.br/2010/03/29/estudo-do-livro-em-dedesa-da-astrologia/
O declínio da astrologia foi um caso complexo. Mas, se lidarmos com a questão em três níveis — 1. astrologia espiritual e simbólica; 2. astrologia psicológica e médica; 3. predição da sorte —, surge um quadro nítido.
Desde Ptolomeu, ninguém dera uma explicação satisfatória para a base física da astrologia: o como. Para a Europa medieval, isso não importava, pois a ênfase estava na faceta espiritual da realidade, não na material. Para a mente medieval, o simbolismo astrológico era um instrumento de compreensão. Mais do que um sistema de aquisição de conhecimentos; era antes uma chave para a natureza hierárquica do universo. Para usar este tipo de astrologia é essencial a capacidade de pensar em termos de ‘nível’. Na época de Kepler, essa capacidade quase desaparecera. Em princípio, a busca do conhecimento factual e a busca da compreensão espiritual deveriam caminhar de mãos dadas. Na prática, no mundo ocidental, elas têm sido quase mutuamente excludentes. Kepler foi um dos poucos homens a tentar combinar as duas buscas, mas o curso dos acontecimentos já mudara.
A religião voltava-se rapidamente para o fundamentalismo (a crença na verdade literal da Escritura), catolicismo dogmático e vários sistemas, todos com éticas ocas. A busca espiritual prosseguiu, não exatamente subterrânea, mas em isolamento e oposição à corrente intelectual da época (grupos dissidentes de rosa-cruzes, alquimistas e maçons — por muito ou pouco que possam ter mantido das antigas tradições —; Boehme, William Law, Fenelon, Swedenborg, Blake, Goethe). Porém, à parte alguns poucos indivíduos, ninguém estava interessado no simbolismo astrológico; ninguém saberia entendê-lo.
Continua …
Sonia Beth – Astrologia
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