16/6/10
Islamismo e a Alta Idade Média 7/7
Continuação do estudo do livro Em Defesa da Astrologia de John West - Cap. I Origens , Parte B - A prostituta da Babilônia – A filha tola continua:
Conheça o livro, clicando aqui http://ecologiadoser.blog.terra.com.br/2010/03/29/estudo-do-livro-em-dedesa-da-astrologia/
“ As principais correlações astrológicas eram antigas, mas a mente medieval – com sua obsessão pela classificação e esquematização – foi responsável pela tentativa de se fazer uma única tapeçaria a partir dos inúmeros fios que chegaram a ela de fontes árabes, neoplatônicas e bizantinas. Como não fazia muita diferença se os fatos físicos correspondiam ou não aos princípios, não parece ter incomodado os astrólogos o fato de sua astrologia não ser satisfatória, e eles não tentaram aprimorá-la. Era mais gratificante do ponto de vista espiritual, procurar conexões e correlações ainda não descobertas. Na pior hipótese, essa busca produziu teorias tais como a que afirma que, sendo sete os planetas, seriam sete , necessariamente, os orifícios do corpo humano.
De fato, em certos aspectos , a numerologia medieval era não só justificável como também – dadas as circunstâncias – lógica dentro do contexto do mundo conhecido de então. O número sete tem sido investido de significado mágico e místico deste tempos imemoriais, sendo a soma do Céu e da Terra, ou do Espírito e da Matéria, simbolizados respectivamente pelos números três e quatro.O folclore de inúmeros povos e as tradições de todas as as grandes civilizações estão repletos de sete: as sete Plêiades, os dragões com sete cabeças, os candelabros de sete braços, as sete cordas da lira de Orfeu, as sete sereias das sete esferas. A tabela periódica de elementos, com sua estrutura de base oito, os níveis distintos de energia da teoria quântica, não surpreenderiam a mente medieval, mas, acima de tudo, e de longe a mais evidente e conclusiva prova do significado do sete, era o fato aparente de haver sete planetas: Sol, Lua, Mercúrio, Vênus , Marte, Júpiter e Saturno, cada um em sua esfera de cristal, circulando serenamente em torno da Terra. Quem poderia censurar os medievos por procurarem o número sete em todas as partes e em todas as coisas?
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Sonia Beth – Astrologia
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